Arquivos | Música RSS feed for this section

Grupo vocal Swingle Singers em São Paulo

12 mar

Você já ouviu falar nesse grupo? Eu também não até hoje de manhã.

Ao fazer o “ritual” da sexta-feira (acordar, vestir-me, ajeitar meus pertences e pegar o Guia do Estadão) nunca imaginei que fosse encontrar um evento tão precioso aos meus olhos.

No Guia do Estadão se passa por matérias gerais, a capa, gastronomia, bares, cinema, música, teatro, exposição, infantil e passeios. Alguns detalhes nesse meio, mas só para vocês terem uma ideia geral do que folhei.

Em “música” vi um anúncio de um grupo chamado Swingle Singers que à primeira vista não chamou muito minha atenção. Mas quando cheguei em “passeios” vi outro anúncio. Pensei. E decidi fazer um googling. Calculem que minha busca foi satisfatória para levar em pauta no meu blog, certo? CERTÍSSIMO!

No site do Swingle Singers pode-se ver calendário, uma lojinha, galeria, sua biografia (grupal e de cada vocal) e o meio de contato. Claro que algumas músicas estão disponíveis para ouvir, mas vocês sabem que o melhor é uma busca básica pelo Youtube também.

Antes de mostrar o que encontrei no Youtube, vale a pena conferir a biografia do grupo.

O conjunto vocal norte-americano Swingle Singers é formado por oito vozes e é celebrado por suas interpretações jazzísticas de peças da música clássica, como Bach e Ravel. Interpretações de Quincy Jones, Beatles, Astor Piazzola e do brasileiro Tom Jobim também compõem o repertório do espetáculo.

Há 43 anos, o grupo chama atenção por conta de seus arranjos mais modernos, incrementados por inovadoras coreografias e criativos jogos de iluminação.

Já se apresentaram na Inglaterra, América, Ásia e Europa. Ganharam ainda 5 Grammy Awards.

Preparados para mais uma?

Repararam que na primeira nota o som já é familiar? Para mim foi. Pois acertou quem pensou em Glee. Sim, eles gravaram algumas músicas para o seriado Glee. Era de se imaginar, não é?

Que tal agora alguns vídeos desse grupo?

Arriscando um portuguese ai hein…

O que interessa nisso tudo?

Esse grupo fará uma apresentação em São Paulo no dia 17 de março  (quarta) às 21h na Sala São Paulo. Os ingressos variam entre R$ 50,00 e R$120,00 com os devidos descontos para estudantes e os acima de 60 anos.

Já quero garantir o meu…e você?

Sobre Kate Voegele

4 set

Estava de passagem no Twisten.FM até que por curiosidade resolvi ouvir uma música sugerida pelo perfil do Twisten.FM. Pensei: “Por que não?”.

Então ouvi um música chamada 99 Times. Amor à primeira vista.

Quis ouvir mais músicas da cantora. E peguei a primeira que apareceu, Hallelujah. Mais linda ainda! E percebo ainda que a ouvi no Shrek e estava correta, mesmo sendo outra pessoa que canta.

A cantora da qual falo neste post é Kate Voegele.

Entrei no site oficial: http://www.katevoegele.com/

Um site até simples, mas jeitoso. Com o básico que todo cantor necessita: notícias, sobre ela, vídeos, tour, fotos e extras. Tem também algumas bugigangas para algumas fanáticas fãs comprarem. Além de estar no twitter (@katevoegele).

Ela está promovendo agora o seu novo álbum A Fine Mess.

Mas vamos falar um pouco sobre quem é Kate Voegele segundo o Wikipédia.

Kate Voegele tem 22 anos. Nasceu no dia 8 de dezembro de 1986 em Cleveland, Bay Village, Ohio. É cantora, compositora e atriz.

Cantava na igreja quando era criança, mas só veio levar um pouco mais a sério o seu talento musical ao entrar no colegial, foi quando aprendeu a tocar violão e a escrever suas primeiras músicas, e foi dessas composições que surgiu o primeiro EP contendo 5 faixas intitulado como: The Other Side, gravado em 2003.

No ano de 2005 ela lançou outro EP com o título de: Louder Than Words, com 4 faixas. Até que no ano de 2007 ela gravou seu primeiro álbum chamado: Don’t Look Away, contendo 13 faixas, sendo lançado no ano seguinte uma nova versão com algumas faixas extras. Em 2009 saiu o álbum: A Fine Mess, que da mesma forma que Dont Look Away teve a versão normal com 9 faixas e um lançamento chamado de A Fine Mess Deluxe composto por 15 faixas sendo 9 do álbum comum e as outras 6 faixas versões de demonstração ou acústicas.

Recentemente ela entrou para o elenco da série “One Tree Hill”, interpretando Mia Catalano integrante de uma banda cujo vocalista era um ditador, fazendo com que ela se separasse e fizesse carreira solo.

Para a inveja das nossas pré-adolescentes, ela já namorou o cantor e ator Nick Jonas.

Essas são algumas fotos da nossa cantora que estão no site.




Como saber se ela é boa mesmo ou não? Vou provar pra vocês pelos vídeos.

Tem mais músicas no Youtube. Então se você gostou corre lá pra ouvir mais músicas dela.

Eu recomendo!

Stop-motion em “Her Morning Elegance”

4 set

Adoro encontrar trabalhos feitos com stop-motion. Já fiz um trabalho na faculdade com stop-motion e sei o trabalhão de dá para fazer isso!

Dessa vez encontrei no blog do OMEDI o clipe da música ‘Her Morning Elegance’, de Oren Lavie.

A Primeira Noite de Valpúrgis

14 ago

Estou em um momento mais musical.

Tanto que a caminho da fono e também para a faculdade escutava só a Cultura FM (FM 103,3).

De vez em quando gosto de ouvir essa rádio porque traz músicas com muita melodia e harmonia que são as músicas clássicas e me espantei também ao ver que estava curtindo uma ópera.

Mas na verdade, o que gostaria de deixar registrado é a minha satisfação de ensaiar uma peça muito linda e divertida de Mendelssoh. No Coral Universitário Mackenzie que participo, o regente dedicou esse ano a realizar algumas obras desse compositor já que é comemorado 200 anos de seu nascimento.

E eu vou dedicar esse post a mostrar as peças que estamos ensaiando.

Ela se chama Die erste Walpurgisnacht Op. 60 for choir and orchestra (1831, 1843) em português é A Primeira Noite de Valpúrgis e é baseada no poema de Goethe saudando a primavera.

Que tal acompanharem o que é cantado por aqui?

Die erste Walpurgisnacht

Ein Druide

Es lacht der Mai!

Der Wald ist frei

Von Eis und Reifgehänge.

Der Schnee ist fort;

Am grünen Ort

Erschallen Lustgesänge.

Ein reiner Schnee

Liegt auf der Höh;

Doch eilen wir nach oben,

Begehn den alten heil’gen Brauch,

Allvater dort zu loben.

Die Flamme lodre durch den Rauch!

So wird das Herz erhoben.

Die Druiden

Die Flamme lodre durch den Rauch!

Begeht den alten heil’gen Brauch,

Allvater dort zu loben!

Hinauf! hinauf nach oben!

Einer aus dem Volke

Könnt ihr so verwegen handeln?

Wollt ihr denn zum Tode wandeln?

Kennet ihr nicht die Gesetze

Unsrer harten Überwinder?

Rings gestellt sind ihre Netze

Auf die Heiden, auf die Sünder.

Ach, sie schlachten auf dem Walle

Unsre Weiber, unsre Kinder.

Und wir alle

Nahen uns gewissem Falle.

Chor der Weiber

Auf des Lagers hohem Walle

Schlachten sie schon unsre Kinder.

Ach, die strengen Überwinder!

Und wir alle

Nahen uns gewissem Falle.

Ein Druide

Wer Opfer heut

Zu bringen scheut,

Verdient erst seine Bande.

Der Wald ist frei!

Das Holz herbei,

Und schichtet es zum Bande!

Doch bleiben wir

Im Buschrevier

Am Tage noch im stillen,

Und Männer stellen wir zur Hut

Um eurer Sorge willen.

Dann aber laßt mit frischem Mut

Uns unsre Pflicht erfüllen.

Chor der Wächter

Verteilt euch, wackre Männer, hier

Durch dieses ganze Waldrevier,

Und wachet hier im stillen,

Wenn sie die Pflicht erfüllen.

Ein Wächter

Diese dumpfen Pfaffenchristen,

Laßt uns keck sie überlisten!

Mit dem Teufel, den sie fabeln,

Wollen wir sie selbst erschrecken.

Kommt! Mit Zacken und mit Gabeln

Und mit Glut und Klapperstöcken

Lärmen wir bei nächt’ger Weile

Durch die engen Felsenstrecken.

Kauz und Eule

Heul in unser Rundgeheule!

Chor der Wächter

Kommt mit Zacken und mit Gabeln

Wie der Teufel, den sie fabeln,

Und mit wilden Klapperstöcken

Durch die leeren Felsenstrecken!

Kauz und Eule

Heul in unser Rundgeheule!

Ein Druide

So weit gebracht,

Daß wir bei Nacht

Allvater heimlich singen!

Doch ist es Tag,

Sobald man mag

Ein reines Herz dir bringen.

Du kannst zwar heut

Und manche Zeit

Dem Feinde viel erlauben.

Die Flamme reinigt sich vom Rauch:

So reinig unsern Glauben!

Und raubt man uns den alten Brauch:

Dein Licht, wer will es rauben!

Ein christlicher Wächter

Hilf, ach hilf mir, Kriegsgeselle!

Ach, es kommt die ganze Hölle!

Sieh, wie die verhexten Leiber

Durch und durch von Flamme glühen!

Menschenwölf und Drachenweiber,

Die im Flug vorüberziehen!

Welch entsetzliches Getöse!

Laßt uns, laßt uns alle fliehen!

Oben flammt und saust der Böse;

Aus dem Boden

Dampfet rings ein Höllenbroden.

Chor der christlichen Wächter

Schreckliche, verhexte Leiber,

Menschenwölf und Drachenweiber!

Welch entsetzliches Getöse!

Sieh, da flammt, da zieht der Böse!

Aus dem Boden

Dampfet rings ein Höllenbroden.

Chor der Druiden

Die Flamme reinigt sich vom Rauch:

So reinig unsern Glauben!

Und raubt man uns den alten Brauch:

Dein Licht, wer kann es rauben!

Assim que cantarmos em São Paulo coloco a agendinha e estão todos convidados!

Villa-Lobos não te esquecerei!

11 ago

Brasil, meu Brasil brasileiro! O que você faz com seus gênios da arte, da música e da cultura…

No domingo Dia dos Pais estava esperando a família se arrumar para almoçar em um restaurante vegetariano que vou desde quando me lembro. Para ocupar esse tempo ocioso resolvi ler as notícias que o Estadão trouxe.

No Caderno 2 o destaque era sobre Villa-Lobos. E não, não era somente porque é comemorado os 50 anos de sua morte, mas pelo total desrespeito quanto à sua obra. Ou melhor, suas obras.

Abaixo segue um pedaço do que li:

O caso de Villa-Lobos é mais trágico, pois, passado meio século de sua morte, ele ainda aguarda… a publicação de parte significativa de sua obra. Ele também compôs cerca de mil peças, mas as que estão editadas sequer chegam perto de uma centena. Praticamente doou seus direitos ao editor Max Eschig em 1927, em Paris, para ter 14 obras publicadas. Ele sabia que sem partitura obra musical nenhuma pode ser executada. Muitas orquestras e maestros internacionais adorariam programar mais composições dele em suas temporadas de concertos. Mas, como mostram em entrevista ao Estado nesta edição, as partituras simplesmente não existem. Boa parte das suas composições mais ambiciosas – como os imponentes ciclos das sinfonias e dos concertos para piano e orquestra, além das óperas – permanece secreta. E, quando existem, como as de Max Eschig, são toscas, não apresentam nível profissional de edição. Ou seja, a rigor mesmo só são decentes as partituras das obras recentemente editadas pela Academia Brasileira de Música. (Leia mais a respeito desta questão na página anterior.)

Diante de um estado de coisas como este, a gritaria é legítima e obrigatória. Que adianta comemorar a efeméride tocando novamente as Bachianas, alguns dos Choros, ou a produção pianística e violonística?, esperneiam corretamente os críticos. Os músicos também gostariam de tocar menos vezes o mesmo, e conhecer outras obras dele. O Villa é muito mais do que isso, sabemos todos. Só que os músicos não têm condições mínimas para levar a parte “invisível” de sua obra para os concertos. Por condições mínimas, entenda-se: as partituras.

Schubert morreu apenas 20 meses depois de Beethoven, em 1828. E porque era publicamente conhecido apenas como o compositor de canções e pecinhas para piano, levou de Schumann, em 1840, a qualificação de “caráter feminino”. Lógico: ele só conhecia a música com a qual o compositor pianista regava as famosas noitadas de vinho-mulheres-música conhecidas como “schubertíadas”.

É o nosso caso hoje com Villa. Ele construiu com tamanho talento a imagem de músico caudaloso, desigual, mitômano (leia sobre o tema o livro Heitor Villa-Lobos, de Paulo Renato Guérios, publicado pela FGV em 2003), que nós nos acostumamos a descartar as sinfonias, os concertos, poemas sinfônicos e as óperas com o argumento de que são obras “muito desiguais”, cheias de “altos e baixos”. É um daqueles dogmas irresponsáveis que acabam perdurando por décadas por causa de uma única palavra: desinformação. Quem conhece mesmo, no detalhe, as sinfonias, as óperas, os poemas sinfônicos e os concertos? Somente os malucos com paciência de monges que pesquisaram nos manuscritos do Villa, muitos deles tão confusos que apenas um trabalho de edição crítica poderia nos fazer chegar a entendê-los – e quem sabe um dia levá-los aos concertos públicos.

Ora, um compositor com o temperamento criador do Villa é alguém que deve ter colocado o melhor de seus esforços nas obras de grandes dimensões. Precisamos saber com urgência em que medida foi bem-sucedido nesses gêneros mais ambiciosos. As sinfonias, por exemplo. São 12, cobrindo largo período de sua vida, entre 1916 e 1957. Nenhuma com partitura profissionalmente editada. Por aqui, julga-se que não vale a pena gravá-las. Repete-se o mantra de que constituem um grupo de obras desiguais. Pois lá fora dão hoje ao Villa a importância que ele não parece ter em sua própria terra. Quem está fazendo uma bela integral – a primeira, imagine – das sinfonias do Villa é a Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart, com o maestro Carl St. Clair, para o selo CPO. Em 2008, por exemplo, St. Clair gravou a Sinfonia nº 10, encomendada pela prefeitura de São Paulo ao Villa no 4º centenário da cidade, em 1954. Essa é a segunda gravação da sinfonia, a segunda internacional (a primeira foi da orquestra de Tenerife, que a registrou porque Villa usa versos do padre Anchieta na obra – e Anchieta nasceu lá). Não há nenhuma gravação brasileira das sinfonias.

Concedo que o conjunto soe desigual: as cinco primeiras são obras de juventude (foram escritas até 1920) e as demais entre 1944 e 1959. Mas são imprescindíveis para melhor conhecermos um dos maiores talentos de Villa: o da orquestração. Outro tanto se pode dizer dos cinco concertos para piano. Argumenta-se que são pesadões, desequilibrados. Não importa, precisamos conhecer também as partituras para os avaliarmos (existem duas integrais: de Fernando Lopes com a Sinfônica de Campinas, esgotada, e de Cristina Ortiz com a Royal Philharmonic Orchestra).

Roberto Duarte gravou vários dos poemas sinfônicos para o selo Marco Polo. Mas, como as óperas, as sinfonias e os concertos para piano, estas obras precisam começar a frequentar nossas salas de concerto. Por isso, edições decentes são fundamentais. Se nós não mostramos vontade de conhecer nosso maior compositor, quem o fará? Compositores bem menores do que Villa, como o norte-americano Aaron Copland e o finlandês Jean Sibelius, por exemplo, são muito mais badalados internacionalmente do que o brasileiro. Injustiça que a circulação das partituras com certeza desfará a médio prazo.

Que adianta igualmente o governo fazer coro com o mantra de que Villa-Lobos é não apenas o maior compositor brasileiro, mas um dos mais importantes e decisivos no panorama global do século 20, em pé de igualdade com nomes tão ilustres como os do húngaro Bela Bartók e o espanhol Manuel de Falla? É doloroso constatar que com apenas mais R$ 1,4 milhão toda a obra de Villa-Lobos poderia ser corretamente publicada, em edições críticas que permitam a precisa avaliação de sua importância no contexto da música do século 20. É mais trágico ainda saber que aparentemente ninguém no Ministério da Cultura move uma palha para viabilizar um projeto desse significado cultural para o País.

Fonte

Triste não é?

Concordo plenamente com os críticos ao fazer tamanho descaso à comemoração. Que tal o nosso Ministério da Cultura se mexer para dar a verdadeira homenagem que nosso Villa-Lobos merece?

“Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade, sem esperar resposta.” Villa-Lobos

Museu Villa-Lobos – http://www.museuvillalobos.org.br/index.htm

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.